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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Problemas de aprendizagem e baixo



Problemas de aprendizagem e baixo rendimento escolar podem ser indício de problemas neurológicos.

Neuropediatra do HCor ensina como identificar distúrbios cujo o tratamento pode contribuir bastante com o desempenho de crianças e adolescentes durante o ano letivo


Dificuldade de concentração, hiperatividade ou verdadeiros bloqueios na hora de aprender. Para muitos pais e professores, problemas como esses podem ser solucionados apenas com empenho e disciplina por parte da criança. Contudo, nem sempre todos esses fatores são gerados apenas por preguiça, vontade de fazer bagunça ou falta de interesse nas aulas. “Alguns desses comportamentos podem estar associados a doenças neurológicas que prejudicam o desempenho escolar e trazem prejuízos à vida adulta, caso não sejam tratadas o quanto antes”, afirma a Dra Maristela Costa, neuropediatra do Hospital do Coração (HCor).

Segundo a Dra Maristela, os problemas neurológicos mais comuns entre crianças e adolescentes na escola são: dislexia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), déficit de processamento auditivo (DPA) e as chamadas discalculias – que interferem na capacidade de calcular e no raciocínio lógico da criança.

“Cada um desses distúrbios aparece em diferentes intensidades. Quanto mais sutis, mais difíceis de ser identificados. Porém, com a devida orientação, pais e professores podem aprender a detectá-los, ajudar o desenvolvimento de crianças e adolescentes, durante o ano letivo, e evitar estigmas”, afirma a neuropediatra do HCor. "Afinal, quando uma criança tem problemas de comportamento ou dificuldades para aprender, ela geralmente ouve que é burra, preguiçosa, desleixada ou que não leva jeito para os estudos. Afirmações como essas podem ser carregadas pela vida inteira e gerar uma série de limitações”, alerta a Dra Maristela. 

Para auxiliar a detecção de cada um desses distúrbios, a neuropediatra do HCor explica como elas são e quais os seus sintomas. 
Dislexia

Presente em cerca de 5% da população brasileira, o distúrbio afeta a capacidade de ler e escrever da criança. “Por se tratar de uma doença congênita, não tem cura, mas pode ser controlada com a ajuda de psicólogos e fonoaudiólogos”, diz a Dra Maristela. Entre os sintomas mais frequentes estão:

. Problemas na percepção de tempo e espaço: crianças dislexas podem confundir “direita e esquerda”, “ontém e hoje” ou “para cima e para baixo”. Isso acontece porque elas levam mais tempo para desenvolver as suas noções de tempo e espaço.

. Dificuldade de leitura: crianças dislexas sofrem com esse problema, porque muitas vezes não conseguem associar as palavras aos seus respectivos sentidos. Por isso, podem demorar mais durante a leitura e até apresentar dificuldades de ler em voz alta.     

. Erros de ortografia: dislexos confundem sons parecidos, como L e R, F e V ou B e D. Regras ortográficas também são difíceis de memorizar. Isso se reflete diretamente na escrita, o que dá origem a erros ortográficos.

. Problemas para formar frases: como têm dificuldades com o significado das palavras, crianças dislexas formam frases com mais lentidão e com erros de concordância, como “eu gosta tomar suco”.

. Escrita de trás para frente: enquanto escrevemos da esquerda para direita, crianças com dislexia  podem escrever da direita para esquerda. A dificuldade que elas tem com o alfabeto e com a decodificação da palavras, faz com que elas tenham uma noção diferente de como grafar as letras.
TDAH

Cerca de 3% a 5% das crianças brasileiras apresentam o chamado transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Dessas, cerca de 60% a 85% permanecem com o problema na adolescência. A doença é caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade exacerbada. “Por causa dessas características, os pais pensam que o problema é apenas o jeito de ser do filho. Isso faz com que casos de TDAH sejam ainda mais difíceis de diagnosticar”,  afirma a neuropediatra do HCor. Os principais sinais do problema são:

. Facilidade para se distrair: estímulos externos mínimos, como barulhos ou movimentações, fazem com que as crianças com TDAH percam o foco completamente. Isso prejudica o processo de aprendizado, uma vez que elas geralmente não conseguem prestar atenção nas aulas por muito tempo.

. Perda consecutiva de objetos: quando alguém entrega algo a uma criança com TDAH, ela esquece rapidamente do que recebeu. Por isso, perde objetos como lápis, borracha, caneta e brinquedos com frequência. Muitas vezes, elas chegam a perder o mesmo objeto várias vezes.

. Dificuldade de concentração: crianças com TDAH são bastante impacientes. Isso dificulta ainda mais a sua capacidade de concentração. Essa característica também faz com que elas não consigam terminar as tarefas em classe ou os deveres de casa. Na primeira oportunidade, elas se levantam e vão correr, brincar ou fazer desenhos.

. Movimentação contínua: a criança simplesmente não consegue parar de se mexer. Ela movimenta pés e mãos quase ininterruptamente e não consegue ficar sentada. Nas horas mais inapropriadas, sobe nos móveis de casa ou nas cadeiras da escola, como se tivesse recebido uma descarga de elétrica. 

. Agitação: a criança não consegue se adaptar a ambientes calmos e silenciosos. Prefere correr, brincar e fazer barulho sempre que possível.

. Impulsividade: a criança não consegue esperar por nada. Fica irritada ao ficar em filas, responde antes do final da pergunta e interrompe as pessoas que conversam com elas com muita frequência.       

. Comportamento explosivo: a falta de paciência nas crianças com TDAH também faz com que elas tomem atitudes impensadas. Isso faz com que elas apresentem um comportamento explosivo. Essa característica provoca uma sucessão de brigas e agressões aos colegas que estão brincando com elas.
DPA

O déficit de processamento auditivo (DPA) é uma doença menos frequente. A criança tem audição normal, mas não ouve bem. Isso ocorre porque, nesses casos, o cérebro apresenta dificuldades de processar informações auditivas. “É como se a pessoa ouvisse uma palavra, mas não conseguisse compreender o sentido dela no contexto de uma frase”, explica a Dra Maristela. Alguns sinais da DPA são:     

. A criança aparenta não ouvir bem

. Ela é muito distraída e desatenta

. Tem dificuldade cumprir tarefas em sequência

. Leva mais tempo para perceber que estão falando com ela

. Tem problemas em passar recados

. Frequentemente diz “o que?”, “não entendi!”

. Tem dificuldade de localizar de onde vêm os sons

. Possui dificuldade para lembrar o que dizem a ela

. Tem algumas diferenças no jeito de falar

. Lê e escreve com dificuldade

. Tem dificuldade para entender o que dizem em ambientes barulhentos

. Não consegue acompanhar a conversa, quando todos falam ao mesmo tempo

. Tem dificuldade em seguir orientações

. Deixa o volume da televisão sempre muito alto

. Tem dificuldade em relatar fatos ou contar uma história

. Não compreende sarcasmo ou piadas de duplo sentido

. Tem dificuldades em interpretar problemas matemáticos

. Não compreende coisas abstratas com facilidade
Discalculias

As discalculias são provocadas por má formações neurológicas que afetam o aprendizado dos números e a realização de contagens e cálculos. “Portadores de discalculia simplesmente não conseguem identificar sinais matemáticos, efetuar as quatro operações, compreender medidas, contar números em sequência, compreender valores financeiros, etc.”, explica a Dra Maristela. Os tipos de discalculia existentes são:

. Discalculia léxica: problemas para ler números e símbolos matemáticos

. Discalculia verbal: dificuldades em dizer quantidades, números, termos e sinais

. Discalculia gráfica: complicações na escrita de números e símbolos matemáticos

. Discalculia operacional: problemas para a execução de operações e cálculos

. Discalculia practognóstica: dificuldades para enumerar ou comparar objetos e imagens

. Discalculia ideognóstica: problemas para efetuar operações mentais ou compreender conceitos matemáticos

Informações para a imprensa:

Target Consultoria em Comunicação Empresarial

Assessoria de Imprensa do HCor – Hospital do Coração

Ricardo Costa/ Rita Nogueira/ Gabriela Buck

ricardo@targetsp.com.br/ rita@targetsp.com.br/ gabriela@targetsp.com.br 

Tel: (11) 3063-0477


http://enfrentandooautismo.blogspot.com.br/2015/02/problemas-de-aprendizagem-e-baixo.html

domingo, 17 de dezembro de 2017

TDAH causa isolamento e preconceitos ao longo da vida



O profissional da área de saúde mental tem recebido em seu consultório um número cada vez maior de crianças, adolescentes e adultos com queixas de ordem emocional e ou comportamental associadas principalmente a problemas de atenção e ou aprendizagem.

Crianças dispersas e com dificuldades escolares e de sociabilização até então eram vistas na grande maioria dos casos, como conseqüentes à educação permissiva e sem limites pelos pais, ou por pais protetores em excesso, ou até mesmo por falta de umas "boas palmadas" ou problemas do próprio sistema educacional. De qualquer forma, a conseqüência sempre era mais ou menos a mesma: criança super rotulada, vivenciando o preconceito "na pele" acabava apresentando a "síndrome da desmoralização" e do "desamparo aprendido", secundárias ao fato de se sentir (e ser vista como) uma criança-problema, diferente, sem futuro, "uma criança desacreditada" dentro de seu próprio meio...

São crianças que sentem a dor do fracasso e da solidão muito precocemente e que sentem humilhação, vergonha e impotência diante de seus pares, cada qual seguindo a vida, enquanto para elas, a vida se mostrando cheia de muralhas intransponíveis...

À medida que os anos vão passando, essa sensação "de ser desacreditado" associada à percepção de "ser menos", vai fazendo com que essa criança ou esse jovem ou esse adulto acabe achando mesmo que "ele não vale a pena de ser investido" ou seja, ele opta por "jogar os panos" e tal qual aos outros, acaba por não acreditar mais em si mesmo, gerando aquilo que chamamos de "síndrome do desamparo aprendido": a própria criança já "não se leva mais à sério", e cada vez mais vão aumentando os "rombos" e as seqüelas emocionais em seu psiquismo, com conseqüente devastação em sua auto-estima, auto-confiança e auto-imagem.

Ora, vamos nos colocar no lugar de uma pessoa que não está conseguindo enxergar aquilo que lê - tudo fica embaçado e turvo. Ou como alguém que tenta entender como se resolve uma determinada tarefa e que não está conseguindo entender. Se essa condição ocorrer quase todo dia, ao final de um tempo, certamente essa pessoa vai ficar com pavor da tal situação. E é assim que muitas crianças e muitos jovens acabam por desistir da escola, não concluindo sua escolarização. Muitos pais costumam dizer: - O meu filho não aprende nada porque ele não gosta de estudar! E eu sempre respondo com veemência: NÃO!! O seu filho não gosta de estudar porque ele não está conseguindo aprender !!!!

Hoje em dia sabemos que um grande número de pessoas que apresentam sintomas como os descrito acima, tem chance de ser portador do TDAH transtorno do déficit de atenção e hiperatividade condição ainda pouco conhecida e que vem sendo muito estudada e melhor entendida nos últimos anos, com o avanço da neurociência, da genética e dos estudos de neuropsicologia e cujo tratamento é bastante eficaz. A maioria das crianças, jovens e adultos quando corretamente tratados, passam a gostar de estudar e ler. E uma vez que passam a aprender, passam a gostar de estudar. E as chances de uma vida mais plena e mais feliz ficam muito mais concretas.

Resumindo, o TDAH ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é uma condição neurobiológica, de inicio precoce, bastante prevalente em crianças de idade e adolescentes, com prevalência em torno de à 5 a 10% da população escolar. Quando não tratada precocemente, pode evoluir de modo adverso, numa espiral decrescente. Na prática, vemos que a vida do portador de TDAH que não é tratado, tem grandes chances de evoluir com insucessos crônicos e auto-estima baixa. Por isso, hoje em dia, é inadmissível que um paciente portador de TDAH seja atendido pelo médico sem que seja feito o diagnóstico de TDAH. É super importante o diagnóstico precoce e o tratamento correto. É bom lembrarmos que crianças e jovens não tratados, vão evoluir com sintomas na vida adulta em cerca de 50 a 60% dos casos.

Evelyn Vinocur

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Causas do TDAH - Um transtorno neuro-comportamental








Todas as pessoas, tanto crianças quanto adultos, apresentam estas características em pelo menos algumas situações - o que é completamente normal. Porém, quando as queixas e os problemas causados por elas são muito intensos, pode ser alguma outra coisa - dentre as alternativas, que a causa dos problemas seja o TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção. Se for este seu caso - ou se você estiver em dúvida, saiba que há diagnóstico e tratamento para TDAH, que pode prevenir e aliviar muito sofrimento.


O TDAH é um transtorno de "base orgânica", associado a uma disfunção em áreas do córtex cerebral, conhecida como Lobo Pré-Frontal. Quando seu funcionamento está comprometido, ocorrem dificuldades com concentração, memória, hiperatividade e impulsividade, originando os sintomas do TDAH - déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade.

Normalmente, em atividades como estudo, leitura ou outras que exijam concentração, o cérebro aumenta os níveis de ativação, justamente para dar conta das exigências. Nos casos típicos de TDAH, a característica psicofisiológica mais comum é a hipofunção / hipoativação do córtex pré-frontal, na qual uma quantidade significativa de neurônios pulsam mais devagar que o esperado, especialmente quando as circunstâncias exigem maior esforço mental e, portanto, maior ativação.

Imagens funcionais do cérebro mostraram menor ativação das áreas frontais em portadores de TDAH, especialmente ao tentar concentrar ou realizar esforço mental. Estes desequilíbrios estão relacionados à ação de neurotransmissores, que por sua vez determinam os disparos elétricos dos neurônios. Apesar de não haver certeza sobre as causas destas alterações, estudos já apontaram forte correlação entre TDAH, tanto na forma de déficit de atenção quanto de hiperatividade e impulsividade, com hereditariedade. (Imagens: Clinica Amen, EUA / Brookhaven National Laboratory).







Cérebro normal em descanso








                                                                       
   



Cerebro TDAH em descanso:



Cérebro TDAH em atividade




                                      




Cérebros TDAH em atividade:


A imagem acima à esquerda mostra um cérebro normal em descanso. Ao centro, o cérebro de um portador de TDAH também em descanso. As áreas de menor ativação (com a aparência de"buracos") indicam menor consumo de energia (menor metabolismo de glicose). Em descanso, há maior similaridade entre o cérebro TDAH e normal - em descanso, as diferenças são poucas. O problema aparece mais claramente é exigido concentração, controle da hiperatividade e esforçao mental, pela necessidade de maior ativação cognitva. Isto pode ser visto na figura da direita, indicando que portadores de TDAH enfrentam as maiores dificuldades justamente no momento em que precisam se concentrar (As imagens foram obtidas através de SPECT).


TDAH e Comportamento: O papel da história de vida e circunstâncias externas


Em paralelo a esta "base biológica", o TDAH tem também fortes componentes comportamentais. Nossa maneira de ser - tanto o funcionamento do cérebro quanto nossa personalidade, hábitos e preferências - são resultado de uma intrincada interação entre nossa carga genética e todas as experiências pelas quais passamos, desde antes mesmo do nosso nascimento. O cérebro, em si, somente se desenvolve em função destas interações, de toda a estimulação que recebe e das aprendizagens que delas decorrem. Podemos dizer, sem sobra de dúvida, que o cérebro se reconstrói literalmente ao longo da vida. A isto se chama neuroplasticidade.

A probabilidade do TDAH se manifestar ou não, bem como a intensidade dos sintomas tem relação direta com as experiências pessoais e o estilo de vida. Por exemplo, pessoas que tenham passado a infância numa família muito desorganizada, sem rotinas e hábitos regulares; que não tenham sido adequadamente supervisionadas quando crianças ao fazer as tarefas escolares ou que, quando adultos, tenham por hábito fazer muitas coisas ao mesmo tempo (multi-tarefas), provavelmente terão problemas em conseguir realizar suas atividades até o final, mantendo-se concentradas e focadas em seus objetivos. Caso alguém com esta história de vida, ao mesmo tempo, sofra também com as fragilidades biológicas do TDAH, suas dificuldades serão ainda maiores. Por outro lado, se um portador de TDAH consegue criar rotinas, desenvolver hábitos e mudar seus comportamentos, a intensidade dos sintomas será menor, eventualmente até mesmo desaparecendo.

Diagnóstico para TDAH - Como encontrar o melhor diagnóstico


O diagnóstico do TDAH - Déficit de Atenção e Hiperatividade exige bastante cuidado e experiência. Apenas com um diagnóstico preciso é possível encontrar tratamentos realmente eficazes, que levem em conta as necessidades de longo prazo, sem esquecer o que é importante no curto prazo. Estes cuidados indispensáveis quando se suspeita de TDAH, pois há vários outros problemas e transtornos que podem mimetizar (imitar) seus sintomas.

Outro aspecto que não pode ser esquecido ao fazer o diagnóstico do TDAH é a possibilidade de ocorrência de mais de um problema ao mesmo tempo - o que é chamado de comorbidade. Isto acaba tornando o processo de diagnóstico ainda mais complexo. Comorbidades precisam ser contempladas nos tratamentos, para alcançar os resultados esperado. Justamente por isto, é preciso ir além de uma simples lista de sintomas, até alcançar a uma análise extensa do caso. Veja mais sobre o processo de diagnóstico do TDAH e também o que é / como é feito um diagnóstico diferencial.


Tratamentos para TDAH - Múltiplas necessidades e frentes de ação


A abordagem mais tradicionalista do tratamento do TDAH defendia que a primeira linha de ação deveria ser medicamentosa e que qualquer outro tratamento seria apenas acessório. Esta visão já foi superada, na medida em que foi ficando cada vez mais claro que o TDAH não é apenas uma disfunção cerebral. Justamente por isto, tratamentos exclusivamente medicamentosos são insuficientes para chegar aos resultados esperados, tanto em crianças quanto em adultos. Há múltiplas abordagens de tratamento disponíveis, que podem ser usadas em combinação, para atender a necessidade específica, incluindo medicação, psicoterapia, coaching, ginástica cerebral e biofeedback, entre outras.


https://dda-deficitdeatencao.com.br/oquee/



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